Passado, futuro ou mais um bocadinho do mesmo de sempre?

Disse-o aqui que Menezes tentava, ao provocar eleições antecipadas, calar os críticos e, assim, legitimar a sua liderança rumo a 2009. Disse, também, que Menezes correria poucos riscos visto que não se perfilavam candidatos com força para o derrotar.
Azar dos azares para Menezes.
Se Pedro Passos Coelho, Patinha Antão ou Neto da Silva eram esperados, Ferreira Leite não.
Foi a tal margem de erro, pequena, que aconteceu.
Menezes teve azar na sua aposta e manteve, então, a sua retirada. E com essa, veio a candidatura Santana Lopes.
Está feito o quinteto de candidatos de "luxo" do actual PSD.
Se Patinha Antão e Neto da Silva são desconhecidos, os restantes três não.
Santana vem da linha de poder, líder parlamentar, mostra-se mais uma vez em eleições porque, diz, Portugal não está bem. Em 2005, com a liderança santanista de um PSD destroçado, Portugal estava melhor?
Santana representa a ala mais popular do Partido. Já perdeu uma vez com Socrátes.
Resta saber se o que perdeu foi, de facto, a guerra ou se uma batalha, com a próxima marcada para 2009.
Pedro Passos Coelho, ex-líder da JSD, representa o futuro do Partido. Com 44 anos, ideias novas e uma retórica brilhante. Simples sem ser popular. Ou muito popular. Esta ainda não será a sua hora...
Talvez nas legislativas de 2013... Frente a António Costa.
Resta Ferreira Leite, de cognome "dama-de-ferro". Credibilidade e acção. Estas são as suas imagens. Imagens de que o PSD gosta. Contra, tem o facto de representar o passado, um glorioso passado cavaquista, a um passado que já não existe. É uma espécie de retrovisor.
Ainda há Alberto João Jardim. Até 15 de Maio decide se se candidata ou não. Ele que tenha a consciência que se ganha eleições facilmente na Madeira, no continente ninguém vota nele... Ser Primeiro-Ministro, para Jardim, é uma miragem delirante.
Não tenho nenhuma simpatia por este PSD.
Nem por outro qualquer, diga-se.
Mas que este PSD é uma festa, é.
E quem mais gosta dela, quem mais se diverte, é o PS.